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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Além de Daath

Por: Mateus S. Saraiva

A matemática do caos é este inferno que vivemos,
Não é a perfeição do Conhecimento que nós estimamos.
Pois isso que é Daath, conhecimento e não um abismo!
Um fino véu de perfeito e eterno aforismo.

As numerações sobrepõem infinitamente.
Toda vez que Daath se apresenta como o zero impenitente,
Na verdade é a entropia chegando ao seu processo final.
Como o Arcano da Morte em seu processo fatal.

Do reino a coroa, da coroa de volta ao reino.
Recomeça um novo trajeto leino,
Onde amaldiçoada esta também a família,
Pela doce e cruel entropia.

Que move o mundo e transformação pela dor.
Mas pelo que fui, e agora perdido em carne e quase em torpor,
Ainda posso te apresentar as setenta e duas Virtudes,
Seus anjos que conhecem os caminhos e suas plenitudes.

Mas cuidado Cassiel príncipe de Saturno é muito mórbido apesar de sábio,
Usarei contigo o meu astrolábio,
Para te enxergar e te levar além dos orbes de Plutão,
Para além do Ain Soph Aur e de Kuiper o Cinturão.

Lá há paz plena e profunda,
Mas o profano lá não se aprofunda,
E não tem nenhum fundamento.
Mas tens minha promessa desde o eterno firmamento.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Além da Razão

Por: Mateus S. Saraiva

No meu coração há tristeza
Qual apaziguada por tua beleza,
Desfaz-se em gestos de carinho
Então este é o caminho.

Caminho para o amor,
De nossas almas o fervor,
Das nossas razões o terror,
Maculada razão pelo amor.

Caminho da loucura,
Mas também da ternura
Da fidelidade dos amantes,
Caminhando então errantes.

Tua beleza ilumina,
E minhas trevas fulmina,
Como uma Salamandra em chamas,
Quando por Amor me clamas.