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segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Poesia 121 - As Luzes da Cidade.

As Luzes da Cidade
Por: Mateus Silva Saraiva.

Meu último presente de natal foi escuridão,
Nada espantador para alguém que trabalha nas trevas,
Que ainda assim vive servindo a luz em prontidão,
Contudo vi apagar todas as luzes ainda significativas.

Então cego busquei no alto da montanha,
Enxergar as estrelas do céu para me guiar,
Mas sem estrelas, fora em vão essa minha façanha,
Então para luzes da cidade passei a olhar.

Cidade onde nasci, vivi, ri e escarneci,
As luzes eram artificias não iluminavam a alma,
Tão inominável o vazio das trevas era que desfaleci,
Já que não encontrava meus pedaços naquela cidade calma.

Na luz que me abandonou perdi meus pedaços,
E com minha luz fraca, deixei de existir como era,
Passei a ser uno as trevas e toda agonia era como abraços.
E dentre as luzes da cidade vaguei com minha alma adúltera.


domingo, 24 de dezembro de 2017

Poesia 120 - Escolhas

Escolhas.
Por: Mateus Silva Saraiva

As escolhas que nos tornam livres,
São as mesmas que nos acorrentam.
Dos pecados com seus prazeres,
Dizeres e promessas que tudo exortam.  

Não adianta tentar escapar,
O vinho que juntos degustaram,
Não importa, hora vai terminar,
E resta só na cama onde sonhos findam,

Nem Bela musa vai te acalentar,
Livrar-te da agonia, nem mesmo Deus.
Tua própria loucura há de te devorar,
Pois toda escolha exige um adeus.

A liberdade sempre cobra o preço,
Então por favor, deixa-me ter o quero,
Enquanto na existência desvaneço,
E perdoe pela dor que causo no desespero.

Poesia 117 - Nigredo

117 – Nigredo
Por: Mateus Silva Saraiva

Noite escura para alma,
A destruição do ser,
De tudo que foi construído com calma,
A essência e o decompuser.

Mas só na destruição,
Pode haver construção.
Processos devem recomeçar,
A alma deve se purificar.

Mas assim é a natureza,
Do mundo que é só uma ilusão,
Tentando mudar sua certeza,
De que é ser em vão.

Do pó ao pó é o que somos,
E do destino, autônomos,
Condenados ao nigredo,
Em que vamos transformando.

sábado, 16 de dezembro de 2017

Poesia 116 - Sonhar.

Por. Mateus Silva Saraiva

Sonhar.

Uma ágora de prazeres,
Poesia de todos os afazeres,
Uma imersão no mundo de sonhar,
O amor em sonhos a realizar.

Tudo em tenra perfeição,
Com dança e sedução,
Almas-gêmeas que se encontram,
Almas que se sublimaram.

Um local sagrado para encontrar,
Os lábios, o beijar, o acariciar, o desejar.
O plano onírico que ansiamos,
Obliterando a realidade que afligimos.

E onde esta a realidade,
Se não na fugacidade,
Do homem que só, sonha,
Recusando a existência enfadonha.

Assim perdido no próprio par prefere só sonhar,
Que tudo pode ser flores sem murchar,
E que o tempo não irá passar,
E os relógios em um eterno presente vão parar.