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quinta-feira, 26 de março de 2020

Poesia 144 - I'm


Por: Mateus Silva Saraiva.

I'm the sandman in your dreams.
I'm the moonchild of your thoughts schemes.
The cold espectrum of dusk.
Emissary of the love’s pain with scent of musk.

I'm the devilish and silent void in your soul.
I'm ungodly, the no named foul.
The deep despair of human existence.
Who surrounds you with a ghost dance.

The one who brings madness and pleasure.
From desires and sadness, a hidden treasure.
I'm the watcher at the ruined tower in Siam.
I’m all, I see all, who are I’m?  


sábado, 21 de março de 2020

Poesia 143 - AMOR É A LEI

Por:  Mateus S. Saraiva

Incontáveis vezes me encantei pelo amor,
Mas foi o amor que me encantou com primor,
Sempre me deixava totalmente inebriado,
Pelo amor estava extasiado, drogado.

Amor é a lei sagrada que me consome,
O amor são muitas divindades sem nome,
Que tentam submeter minha vontade,
E conseguindo, tirando minha dignidade.

No amor não sei mais quem sou,
Torno-me o sol que eclipsou,
Mas o amor ainda é sagrado,
Quando submete a vontade é amaldiçoado.

E quando amaldiçoado, sou Louco,
Na Carruagem para o abismo pouco a pouco,
Como um Eremita com a lanterna apagada,
Louvando o Diabo na Torre desmoronada.

Amor é a lei, amor sob a vontade,
Com essa lei, sou uno à potestade,
Mando Chorozon de volta ao abismo,
Torno-me Mago em ágape e empirismo.

Suprema é a vontade a qual o amor submete,
E o feito que a grande obra promete,
Favorece que com o noventa e três saudemos,
Ye! Quando no sagrado caminho partilhemos.

quinta-feira, 19 de março de 2020

140 – MISERIS OMNIS


Por: Mateus Silva Saraiva

Salve-me inominável Deus!
Escuta a voz que rogo aos céus,
Quanto a Ti a vontade eu ascendo,
E o sacro Ketoreth acendo.

Enquanto a chama sagrada arde,
Que tua destra não me tarde,
Resgatai-me dos miseráveis,
Já que meus desejos são abomináveis.

Grande Tetragrammaton, escuta-me,
Olhai para minha alma infame,
Pois estou perdido nesse labirinto,
Como inebriado pelo vinho tinto.

Minha magia está caótica,
Minha feitiçaria erótica,
Vejo Lúcifer quando fito o espelho,
Decaído e sem evangelho.

Senhor, entre os miseráveis erga-me,
E por Ti fortalecido, assim eu os ame.
Pois já bani demônios com seu nome,
E possa auxiliar os miseráveis e sua fome.

Mostre-me o norte e guia meu poder,
Faça-me como um magister ascender,
Para tuas bênçãos aos miseráveis oferecer,
Pois sou arcano hierofante vigilante do alvorecer.  

sábado, 14 de março de 2020

Poesia 138 - Cronos

Por: Mateus Silva Saraiva


O tempo, das almas, cruel devorador,
Enquanto corpos desfazem com ardor,
O tempo na mente existe, mas não existe,
Toda eternidade de vivências coexiste.

O tempo joga sujo com os mortais,
E brinca com os deuses imortais,
Quando abate os mortais que lhes adoram,
Vã são a carne e o sangue santo que devoram.

O tempo faz da tristeza eternidade,
E da alegria um sonho da realidade,
Sonho passageiro, sorrateiro, embusteiro,
Que rouba a tristeza do mortal de seu roteiro.

Tempo que traz arrependimento,
Pelo que se fez, não fez, um lamento,
Que tudo muda, mas ainda é tudo o mesmo,
Mortais, perdidos no tempo a esmo.  

Tempo que oblitera todo te amo,
Consumindo todo ódio do ser humano,
E aqui o ser não é mais que um ninguém,
Cronos devorando a mim, a ti, a alguém.