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quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Entropus


Por: Mateus Silva Saraiva

Consumindo a existência,
Do caos a força motriz,
Que dá à existência sua excelência,
De sentindo da vida é matriz.

Signo régio da entropia,
Encarnado na minha alma,
Enquanto busco a utopia,
Mas atos de distopia agalma.

Enquanto penso ser herói,
Engana-me a entropia, pois aos heróis devora,
Iludo-me ser anjo, mas à asa corrói,
Deixando um demônio do abismo que alvora.

Minha alma consome a si mesma,
Como cada estrela no universo faz,
Tornando-me vivido fantasma,
Um buraco negro onde a entropia jaz.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Quando o Diabo chama...

Quando o Diabo chama...
Por: Mateus S. Saraiva

Ainda distante não estava mais só a noite,
Foi você surgir em minha vida,
Que as dores da existência abrandaram seu açoite,
Pelo teu amor minha escuridão estava contida...

Mas ainda é viva a escuridão e loucura,
residente em minha alma,
Seria tal arcano a graça da minha ternura,
O abismo de minha dualidade calma.

Só que teu amor me devolve a sanidade,
Tua alma devolve minha santidade,
Teu carinho me dá o prazer de existir,
É o caminho, quando cego, a me conduzir.

Pois o diabo esta dentro de mim e me chama,
E simpatizo a luz de Lúcifer em sua chama,
Com tudo tua luz me desperta desses delírios,
E acordado vivencio sonhos augúrios.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

O mundo, o estranho e o amor.

O mundo, o estranho e o amor. 
Por: Mateus S. Saraiva

Nesse mundo que tenta te enganar,
Convencer de que tudo é ilusão,
O tão sonhado e impalpável amar,
Como só um sopro de emoção.

Caminhe comigo para os outros mundos,
Ainda que estranho mundo, tal como sou,
Dance, entrelace à minha alma sem medos,
Emaranhados em cada passo que já descompassou.

E assim nessa dança de almas cósmica,
Depomos o trivial, criamos nosso real,
Estranho e familiar amar, ilusão dicotômica,
De palpável e sonhado mundo de amor leal.